Conteúdo educativo • O retorno ao trabalho não encerra toda análise
Ricardo e FerreiraAdvogados Associados

Acidentes e sequelas

O tratamento terminou, mas a limitação permaneceu.

Retornar ao emprego ou exercer outra atividade não elimina automaticamente a necessidade de analisar uma sequela permanente.

Exemplo fictício para fins educativos

Paulo fraturou o punho fora do trabalho. Depois do tratamento, retornou à profissão, mas perdeu parte do movimento e passou a executar tarefas com maior esforço. Ele nunca pediu análise porque acreditava que o auxílio-acidente existia apenas para acidente de trabalho. Antes de concluir, seria necessário conferir sua qualidade de segurado, categoria previdenciária, consolidação da lesão e redução para a atividade habitual.

Sequela não é o mesmo que incapacidade total

Uma pessoa pode trabalhar e ainda possuir redução funcional. Também pode estar temporariamente incapaz sem que exista sequela consolidada. A distinção define quais perguntas e documentos são relevantes.

Quatro pontos iniciais

Data e origem

Quando e como ocorreu o acidente?

Tratamento

Houve alta, cirurgia, fisioterapia ou estabilização?

Atividade habitual

Qual profissão era exercida na época?

Redução atual

O que passou a exigir maior esforço ou adaptação?

Documentos que ajudam

  • Atendimento de urgência, boletim, CAT e registros do acidente.
  • Exames, cirurgias, fisioterapia, alta e relatórios atuais.
  • Carteira de trabalho, CNIS e profissão na época.
  • Restrições, readaptação e descrição comparativa das tarefas.
Nem toda sequela gera auxílio-acidente, e a categoria de segurado também importa. A verificação deve ser feita com os dados da época do acidente e a documentação funcional atual.

Triagem guiada

Organize os dados do acidente e da sequela.

A conclusão depende da categoria de segurado, documentos e requisitos aplicáveis.