Carla convivia com dor difusa, fadiga e alterações do sono. Em alguns dias trabalhava normalmente; em outros, precisava interromper tarefas e faltava ao serviço. Como seus exames não mostravam uma única lesão explicativa, sentia que suas limitações seriam ignoradas. Para uma análise responsável, seria necessário reconstruir o tratamento, a frequência das crises, os efeitos dos medicamentos e as exigências específicas de sua profissão.
Diagnóstico e incapacidade não são sinônimos
Ter fibromialgia não significa incapacidade automática; da mesma forma, a ausência de uma alteração marcante em exame isolado não encerra a avaliação. O foco precisa estar na repercussão funcional comprovada ao longo do tempo.
O que pode ser analisado?
Incapacidade atual
Frequência e intensidade impedem o exercício da atividade?
Longo prazo
Há impedimentos duradouros e barreiras relevantes?
Documentação
O tratamento possui continuidade e registros coerentes?
Histórico laboral
Houve afastamentos, redução de jornada ou adaptação?
Como documentar melhor
- Relatórios clínicos descrevendo sintomas, evolução e limitações.
- Prontuários, medicamentos, terapias e resposta ao tratamento.
- Registros de afastamentos, adaptações e dificuldades no trabalho.
- Descrição objetiva da rotina, sem exageros ou respostas genéricas.